Crítica teatral de “Sobre ratos e homens”

Ansiedade desilusões e expectativas, o ser humano e suas batalhas internas e externas.

Hoje foi o dia de conferir o espetáculo SOBRE RATOS E HOMENS, do dramaturgo norte americano John Steinbeck. “O texto de Steinbeck coloca em foco, sobre o pano de fundo da crise econômica americana, a amizade entre dois personagens marginalizados pelo sistema, que compartilham, além da miséria, tb ansiedade, desilusão e a expectativa por um futuro melhor”. É impossível não ter para com Leninie e George, uma afinidade onírica e um pacto de amizade eterna”. O espetáculo tem a esmerada e plausível direção de KIKO MARQUES. O texto foca numa palavra chave chamada LEALDADE, a maior qualidade do ser humano. Um texto límpido, tocante, e que arrebata aplausos e prêmios dos maiores críticos do mundo inteiro. Um soco no estômago de qualquer um, diante de sua atualidade e do que se refere as injustiças que todo ser humano vivência. Preconceito, miséria, desilusão. Tudo isso permeado por uma lição de LEALDADE. Atores conscientes, impecáveis em suas ações cênicas. A cenografia de MARCIO VINICIUS é minuciosa e nos remete a cada palavra que ilustra aquele momento cênico. Figurinos corretíssimos de FABIO NAMATAME. Iluminação de GUILHERME BONFANTI, valoriza cada segundo cênico explorado. Trilha sonora corrobora com todo o trabalho. SOBRE RATOS E HOMENS, é um daqueles espetáculos imperdíveis, inesquecíveis. Obra prima dá cena carioca.

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