UMA POESIA GRANDILOQUENTE EM FAVOR DO AMOR:
“ELA”, (Esclerose Lateral Amiotrófica) comprometem os neurônios motores, ou seja, os músculos do corpo não obedecem mais a nossa mente, que permanece intacta. Os sentimentos são preservados, nos maltratando ainda mais. O espetáculo é um grito desesperado a favor daqueles que se vêem impotentes diante de uma doença imbatível.
MARCIA ZANELATTO nos mostra como escrever uma OBRA PRIMA. A dramaturga expõe diálogos simples, sofisticados, fluido, com uma profundidade absurdamente tocante. ZANELATTO cria uma cumplicidade imediata, linda e envolvente com o espectador. Uma OBRA PRIMA que massageia nossa alma e nos faz refletir sobre o que é a vida. O que fazemos aqui?
O espetáculo “ELA” questiona tudo sobre a vida, o amor e a morte. Ficamos perplexos. PAULO VERLINGS imprime uma direção com a verdade que o texto nos toca. Uma encenação de quem é GRANDE, como ator, e como conduzir um outro ator. Sensibilidade cênica empoderada. Magnífico.
As atrizes são a personificação do brilhantismo dramaturgia/direção. Plenas, donas de seus corpos, conscientes do que é dizer um texto teatral. Cada uma em sua personagem nos mostrando um domínio/talento comovente.
Parabéns, CAROLINA PISMEL, ELISABETH MONTEIRO e PATRÍCIA ELIZARDO. Cenário criativo, prático, envolvido no que se vê, MINA QUENTAL E ATELIER NA GLÓRIA. Figurinos corretíssimos de FLAVIO SOUZA. MARCELO H, com uma direção musical que os ouvidos dizem: Amém. FERNANDA E TIAGO MANTOVANI, só engrandecem com uma iluminação que nos remete ao onírico.
“ELA” é um espetáculo sobre um milagre que só ele pode transformar tudo: O AMOR. O AMOR REFAZ TUDO.