Para mim, a melhor palavra para descrever JANIS JOPLIN, é LEALDADE. Lealdade consigo mesma. Tinha atitudes e visual rebeldes. Vivia no limite de todos os sentimentos.
” Ela tinha um apetite. Se era comida, ela queria comer muito. Se era bebida, ela queria beber o máximo. Se era a vida, ela a viveu, querendo tudo de cada minuto”.
JANIS JOPLIN era o empoderamento de todos os sentimentos contidos na alma, nas víceras, e nas atitudes. O espetáculo JANIS, com dramaturgia de DIOGO LIBERANO e direção de SÉRGIO MÓDENA, nos leva a mergulhar em cada desejo “proibido”, e muitas vezes necessários de nosso corpo, coração, alma, nos impactando pelo excesso de verdade e visceralidade cênica. O dramaturgo estava mais do que inspirado ao escrever com estrutura fragmentada a vida e a obra desse ícone. De forma sucinta, ele nos deixa estupefatos com tamanha poesia, sensibilidade e beleza dramatúrgica. O espectador fica com cada parte de seu corpo de maneira hirta, imóvel, ao ouvir cada palavra/pérola.
SÉRGIO MÓDENA nos dá uma direção com o tamanho de seu talento, que já conhecemos. Simples, de precisão coerente dos grandes encenadores.
CAROL FAZU não imita, mas mesmo sem querer querendo é a própria JANIS JOPLIN. Com uma LEALDADE cênica que só os grandes artistas possuem. Ela é: Dionisíaca em cena, vivaz, com uma desenvoltura na voz MAVIOSA, e no corpo com tremendo esgar, trejeitos, das maiores atrizes/cantoras que o universo nos presenteia. Com uma desabrida atitude CAROL/JANIS. Perde-se o fôlego.
Músicos precisos, ANTONIO VAN AHN, ARTHUR MARTAU, EDUARDO RORATO, GILSON FREITAS, MARCELO MULLER, mais do que profissionais.
Direção musical de RICCO VIANA corroborando e aumentando cada necessidade musical.
MARCELO MARQUES nos presenteia os olhos com cenários e figurinos reluzentes. Como se as cores do figurino de CAROL FAZU evocasse o fogo contido em sua urgente vontade de viver. LINDO.
FERNANDA MANTOVANI E TIAGO MANTOVANI iluminam a cena com o colorido da alma de JANIS. Todas as cores fortes presentes em cada momento urgente que ela buscava. Iluminação empoderada nas atitudes de CAROL/JANIS.
Que os corações presentes naquele templo chamado teatro, estejam prontos para assistir mais do que um show/teatral, mas uma comunhão de emoções intensas.
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