Crítica teatral de “Josephine Baker, a Vênus negra”

Assim dizia JOSEPHINE BAKER: ” Uma coisa é eu entregar meu CORPO, e outra coisa é entregar minha CONFIANÇA”.

Essa frase diz muito desse ícone, com uma história desconhecida por muitos. ” JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA. Cleópatra do jazz. Pérola negra. Americana de nascimento e francesa de coração, Josephine se tornou um fenômeno quando surgiu dançando coberta apenas por um saiote de bananas. Sua fama se tornou mundial, assim como seu engajamento político. Sendo considerada a primeira artista negra de sucesso internacional, Josephine lutou pela libertação da França das garras nazistas e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos. Rodou o mundo, colecionou amores e animais de estimação, veio ao Brasil e deixou um legado vanguardista de talento e sensualidade.

Suas canções são um testemunho perene de sua busca por reconhecimento como artista”. “Popularizou o jazz e revolucionou a dança e os costumes no século passado. Naturalizada francesa que, com seu seu talento e engajamento na causa feminista, conquistou o mundo. Símbolo da coragem, durante a segunda guerra, da generosidade e do talento”.

JOSEPHINE BAKER, A VÊNUS NEGRA, é um espetáculo com texto de WALTER DAGUERRE e direção de OTAVIO MULLER. O que dizer de WALTER DAGUERRE?! Autor, que construiu um texto impecável e amalgamado com toda a história impactante dessa mulher. Um texto de qualidade perceptível, escrito e costurado em cada detalhe relevante desse ícone. Texto que reuni com significante domínio de quem nos apresenta um tesouro inestimável. OTAVIO MULLER, une seu enorme talento aos elementos do palco e faz uma encenação teatral/improvisada extremamente coerente. MARCELO MARQUES nos apresenta cenário/figurinos, condizentes com seu esmero apurado, nos presenteando com o nosso olhar um todo harmonioso e a altura do glamour de JOSEPHINE BAKER.

Uma iluminação precisa e grandiosa. PAULO CESAR MEDEIROS é a luz que evidencia todos esses momentos inesquecíveis. O trio de atores/músicos é totalmente imprescindível nessa empreitada teatral estonteante. Eles amarram a história e permitem que tudo brilhe e aconteça. IMPRESCINDÍVEIS. O que dizer de ALINE DELUNA?! Surpresa maravilhosa quando abre a boca, quando se mexe em cena. Talento lapidado no auge de sua performance.

O corpo esculpido e preparado pela dança. A voz MAVIOSA, ESTUPENDA. Um carisma arrebatador. ALINE BAKER, JOSEPHINE ALINE, ALINE DELUNA BAKER. É assim que ela se mostra, com todas as facetas da mulher ALINE e do ícone JOSEPHINE BAKER. MULHER NECESSÁRIA, ARTISTA NECESSÁRIA. Espetáculo NECESSÁRIO.

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