SITUAÇÕES LIMITES COM VISCERALIDADE INTERPRETATIVA.
A CIA. QUATRUPE, em sua primeira empreitada na cena teatral carioca nos surpreende. Surpreende pelas performances, pelo profissionalismo, pela forma de se colocarem em cena. Profissionais dispontando e merecendo aplausos sinceros.
A CAVERNA, espetáculo em cartaz no teatro Municipal Serrador, no centro, terças e quartas, é inspirado em situações reais de sobrevivência às grandes catástofres. Onde não há mais regras impostas. Onde aparece nossa verdadeira essência.
O espetáculo faz os espectadores literalmente se colocarem naquelas situações limites e nos perguntarmos o que faríamos. É aí que podemos nos assustar e nos surpreender com o que constatamos sobre nós mesmos.
GABRIELLE FARIAS imprime uma linha dramatúrgica simples, coloquial, limpa, direta e visceral. MARCOS CARUSO com sua supervisão de texto e direção, com certeza indicou o caminho exato para esse resultado tão satisfatório.
O elenco formado por: BRUNO HEITOR, GABRIELLE FARIAS, FIFO BENICASA e INGRID COUNTE, nos mostra uma entrega em suas performances enquanto atores com uma verdade imprescindível para dar força dramática ao texto. Todos imbuídos de uma emoção que chega nos braços dos espectadores para serem abraçados.
BRUNO HEITOR faz uma direção como fez para si próprio. Precisa, envolvente e conhecedor do espaço cênico e como utilizá-lo. Exige dele e dos companheiros a tal verdade cênica. Num tom coloquial, como o texto se apresenta.
Figurinos corretos de HUGO LEÃO. RICCO VIANA/ARTHUR MARTAU com uma trilha sonora instigante e na batida do coração. Iluminação pontuando todos os momentos que necessitam nos mostrar o quanto ela pode definir a grandeza de um espetáculo. Linda! Cenário nos transportando àquela situação limite de uma caverna. Iluminação e cenografia PAULO DENIZOT.
A Cia QUATRUPE, chegou, vai ficar e já nos fez apaixonar em sua primeira ousadia teatral.