Já fiz, através desse Blog/Site, uma crítica de dança, bem positiva do portentoso: “Blue Bonjour Tristesse”, da Cia – um de seus últimos trabalhos.
Iniciou sua carreira artística no Ballet Dalal Achcar, passando por mestres como; Demond Doyle, Maria Luiza Noronha, Lennie Dale, Marly Tavares, Alvin Ailey, Judith Jamison, entre outros.
Sob direção de Dalal Achcar, dançou coreografias de Gilberto Motta, Maurice Bejart, Fernando Bujones, Adan Darius, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Diretor Artístico e coreógrafo da Renato Vieira Cia de Dança.
Em seus mais de 35 anos de carreira artística, Renato Vieira criou peças que receberam excelentes críticas da imprensa especializada, destacando-se os espetáculos:
“Terceira Margem”; “Suíte Jazz”; “Ritornelo”; “Dociamargo”; “Boca do Lobo” e “Blue Bonjour Tristesse”; (os quatro últimos em parceria com Bruno Cezario), e foram indicados como “Melhores do Ano”, pela crítica do Rio, e de São Paulo.
Entre os convites internacionais, “Ritornelo”, foi apresentado na Costa Rica, e “Rizoma” e “Boca do Lobo”, foram escolhidos pela Funarte para representar o país no Ano do Brasil em Portugal (Porto, 2013).
Renato Vieira coreografou, a convite, para o Ballet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Ballet da Cidade de São Paulo, Ballet da Cidade de Niterói, Ballet do Teatro Guaíra, Ballet do Theatre Du Plaven (Alemanha), PDC (Tóquio) e companhias independentes.
Fez algumas incursões como coreógrafo no cinema, sendo seu último filme “ENSAIO”, dirigido por Tania Lamarca.
Sua história com musicais é um capítulo à parte. São mais de trinta espetáculos na cena carioca, uma contribuição irrefutável.
Fundou o grupo “Vacilou Dançou”, ao lado de Carlota Portella.
Foi várias vezes contemplado pela Prefeitura do Rio de Janeiro; Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e pelo Prêmio Klaus Vianna, (FUNARTE/Petrobrás).
Pelo conjunto de sua obra, recebeu da “Icatü Holding”, uma residência artística de seis meses na França.











Fachetti – Terminando essa prazerosa entrevista necessária, como fica a estética, o jogo de movimentos, suas concepções eruditas e populares, no “final” dessa pandemia, que está nos obrigando as nos reinventarmos?
Renato Vieira – Vai ser muito difícil essa volta; a dança exige uma proximidade.
Mas, já estamos trabalhando os solos, duos e trios sem aproximação. Vamos ter que ser criativos nesse jogo Coreográfico.
Inventar novos artifícios, para um duo com aproximação.
Essa é a necessária e inapagável contribuição para todos nós da imponente – Renato Vieira Cia. De Dança.
A entrevista necessária da próxima quarta-feira, acende os holofotes para à atriz e produtora cultural, com uma carreira bastante sólida, num engolfar cênico e midiático muito palpável e respeitado – Ester Jablonski.