MOMENTO CÊNICO OPERÍSTICO/ CONTEMPORÂNEO/ COREOGRÁFICO/ INTERPRETATIVO DE UMA REAL VIVÊNCIA HUMANA.
“Um espetáculo que parte de uma história pessoal para falar sobre a superação de traumas por meio da arte”.
A partir de um libreto criado por GERALDO CARNEIRO, de uma uma história real real vivida por uma menina de 2 anos, é nos revelado uma escrita literária apuradíssima e encenada com uma riqueza de detalhes cênicos necessários de ser presenciado. GERALDO CARNEIRO escreve com a dor e a superação alcançadas por essa menina/mulher. Um livreto transformado em ópera contemporânea teatralizada.
SERGIO ROBERTO DE OLIVEIRA alimenta a cena teatral com magnífica música clássica, e como ele mesmo chama, a “música de hoje”.
Os músicos: CHISTIANO ALVES/ CESAR BONAN, RICARDO SANTORO/ MURILLO GANDINE, LEO SOUZA/FOTI, desenham a cena com grande sensibilidade e técnica arrojada.
O cenário de FERNANDO MELO DA COSTA, acompanha toda ambientação densa que se faz precisa durante a encenação.
ELISA TANDETA pontua com sua iluminação um drama denso. O figurino de CAROL LOBATO funciona lindamente em cena, dando toda a movimentação que a artista precisa.
O espetáculo NA BOCA DO CÃO tem uma encenação extremamente amálgamada com a direção de movimento. BRUCE GOMLEVSKY e ROCINO INFANTE estão conectados de tal forma, que um depende do outro para colocar a soprano em sua belíssima performance corporal. A encenação de BRUCE é coreografada e a coreografia de ROCINO INFANTE é encenada. Esta completamente entranhado no corpo da atriz/soprano, o trabalho de BRUCE/ROCINO. Momentos lindos de um corpo com uma desenvoltura trabalhada para aquele momento tão denso e de precisão visível.
Uma única ressalva ao trabalho é quando a atriz/soprano tenta cantar com passos coreografados de dança clássica. A técnica da dança clássica é complicadíssima de ser executada por um por corpo em cena. Mesmo estando dentro de um contexto cênico, incomoda ver a atriz/soprano tentando desenvolver passos clássicos sem a perfeição que a dança clássica exige. Caberia ali um outro momento corporal que enriqueceria muito mais aquele momento desejado.
NA BOCA DO CÃO é um ” desafio de criar uma misé en cene que se baseia primordialmente na memória, corpo e voz da soprano. GABRIELA GELUDA”. Uma voz MAVIOSÍSSIMA, AFINADÍSSIMA, ESPLÊNDIDA.
UM Espetáculo de uma exposição corajosa e despudorada. BRAVO!
“SIM, a arte cura, a arte sublima, a arte liberta, a arte transforma, e precisamos investir valorizar”.