Sucinta crítica de Dança do espetáculo: “CASA DE BARRO”

– Espetáculo NECESSÁRIO:
– Sucinta crítica de dança: “CASA DE BARRO”
(Cia. Márcio Cunha de dança contemporânea).

“Um ritual cênico que evoca a animalidade e a espiritualidade na desconstrução e reconstrução do corpo do intérprete em contato com as metáforas e metamorfoses do barro”.

O Blog/Site de críticas Teatrais e de dança:
ESPETACULO NECESSARIO.COM.BR conferiu e recomenda muito o novo trabalho do diretor, intérprete e dono da criação da nova cena carioca de dança, Márcio Cunha, em cartaz no Sesc Copacabana, de quinta à domingo, até 24/11.

Artista plástico e escultor, que tem um trabalho cênico extremamente peculiar, partindo de suas vivências, pesquisas, e se debruçando em inúmeros projetos contundentes e necessários, como foi seu espetáculo em 2018, sobre BISPO DO ROSÁRIO, de beleza irrefutável, que tive o prazer de resenhar uma crítica, mais do que merecida, e bastante positiva.

“CASA DE BARRO” sua mais nova instalação cênica, se faz mais uma vez necessária, investigando através de pesquisas de artistas plásticos, e principalmente com sua curiosidade sobre nossa sobrevivência, depurada com imensa força dramática, pelas suas relações dança/movimento contemporâneo, recheado de buscas e angústias evidentes em sinapses, ou seja, neurônios e músculos se “excitando” ao extremo, em choques existenciais.

“CASA DE BARRO” se coloca como estímulos, sensações, através da dança, causando reações diversas, criando uma salada sensorial entre o que se vê, olfato, audição, com voluntários e involuntários desenrolar muscular, em coreografia existencialista.

Uma combinação peculiar de distintas possibilidades cênicas, que Márcio Cunha carrega em cena colérica, e enorme onipresença corporal, em proposta existencial, vital, real e particular. Bravo!
Destaco ainda o encontro perfeito da proposta, com a belíssima iluminação de Juca Baracho, assim como a trilha sonora de Leonardo Miranda e Márcio Cunha, que evoca totalmente a animalidade e a espiritualidade construídas em movimentos africanos mesclados com outras influências corporais, na entrega de alma de seu intérprete.

Um espetáculo do barro para o corpóreo, para uma alma encharcada do sensorial, em inquietudes, urgências, metáforas e metamorfoses;
“CASA DE BARRO”.

Espetáculo NECESSÁRIO!
– Super RECOMENDO! Assistam!

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